Pensar em uma educação baseando-se em uma concepção marxista é pensar no princípio do trabalho e na superação da alienação, porque para o marxismo não faz o menor sentido analisar abstratamente a educação, pois está é uma dimensão da vida dos homens que se transforma historicamente, acompanhando as transformações de como os homens produzem a sua existência. A educação não pode ser separada da vida social, pois ela está inserida no contexto em que surge e se desenvolve, também vivenciando e expressando os movimentos contraditórios que emergem do processo das lutas entre classes. A busca pela compreensão marxiana na questão da educação pode seguir dois caminhos:
- O primeiro: considerando que Marx não escreveu nenhuma obra específica sobre a questão da educação, tratar-se-ia de rastrear, nas suas obras, as passagens em que ele se refere à esta problemática.
- O segundo: buscar, em primeiro lugar, a arquitetura mais geral do pensamento de Marx, para apreender o sentido da atividade educativa no interior desse quadro arquitetônico.
O primeiro caminho trata-se dos problemas causados pelas várias interpretações do pensamento de Marx. Como encontrar o sentido o mais digno possível das afirmações de Marx? Sabe-se que a obra desse autor deu origem à várias interpretações desde a sua elaboração até os dias atuais. E que essas interpretações sinalizam um caminho ao qual se filiarão outros leitores de Marx.
Quando as características radicalmente críticas e revolucionárias eram afirmadas, seu conteúdo tinha, no máximo, um sentido político, enfatizando a existência de classes sociais, da luta de classes, do caráter de classe dos fenômenos sociais e da necessidade da revolução.
Quando as características radicalmente críticas e revolucionárias eram afirmadas, seu conteúdo tinha, no máximo, um sentido político, enfatizando a existência de classes sociais, da luta de classes, do caráter de classe dos fenômenos sociais e da necessidade da revolução.
Como houve um fracasso no processo revolucionário, a teoria de Marx foi acusada de falsidade, e fez com que muitos marxistas a abandonassem e ela foi deixada como algo ultrapassado e inservível ou então ela foi mesclada com outras vertentes como a Fenomenologia e o Existencialismo.
Podemos dizer então que a maioria das interpretações do pensamento de Marx quanto ao conhecimento, são marcadas pela mudança da centralidade do objeto para o sujeito.
O segundo caminho podemos dizer que é o mais produtivo, pois ele identifica o que caracteriza o pensamento de Marx, que o coloca como alguém que instaurou uma concepção de conhecimento e de ação prática radicalmente nova. Este faz com que possamos nos aprofundar em vários temas e compreender qualquer fenômeno social, até mesmo aqueles não tratados por ele, com base nos fundamentos metodológicos por ele estabelecidos.
O que marca o pensamento de Marx é o seu caráter radicalmente crítico e revolucionário, que para Marx antes de político ou ético, tinha um sentido ontológico, que é a identificação da natureza própria do ser social que lhe permite alcançar a própria raiz. Isso faz com que na essência do processo de tornar-se homem do homem é que vai permitir a compreensão da história da e fazer a crítica do sistema social regido pelo capital.
Marx instaurou uma forma radicalmente nova de produzir conhecimento sobre a realidade social. Que ele lançou os fundamentos de uma concepção radicalmente nova de história. E que estes fundamentos se consubstanciam naquilo que Lukács chamou de ontologia do ser social.
Marx instaurou uma forma radicalmente nova de produzir conhecimento sobre a realidade social. Que ele lançou os fundamentos de uma concepção radicalmente nova de história. E que estes fundamentos se consubstanciam naquilo que Lukács chamou de ontologia do ser social.
A partir desses fundamentos é possível abordar qualquer fenômeno social. Essa afirmação não implica, de modo nenhum, a desqualificação dos modos anteriores de conhecimento. Apenas afirma que o modo instaurado por Marx é o que a humanidade tem de mais elevado á sua disposição em termos de conhecimento da realidade social. Isso também não significa nenhum dogmatismo, nenhuma sacralização dos resultados a que Marx chegou a partir desses mesmos fundamentos. Pelo contrário, é a partir deles que se podem avaliar esses próprios resultados.
No caso da educação, pensamos que a compreensão dessa esfera da atividade humana implica, necessária e previamente, essa ontologia do ser social, já que é só no interior dessa totalidade que o seu sentido poderá ser plenamente apreendido.
Referências Bibliográficas:
www.ivotonet.xpg.com.br
No caso da educação, pensamos que a compreensão dessa esfera da atividade humana implica, necessária e previamente, essa ontologia do ser social, já que é só no interior dessa totalidade que o seu sentido poderá ser plenamente apreendido.
Referências Bibliográficas:
www.ivotonet.xpg.com.br
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